quinta-feira, 2 de junho de 2011

Para refletir....

“O magistério, na figura de seus mestres, precisa cultivar outros sentimentos e desejos, esculpir uma outra arquitetura de si, uma outra maneira de reproduzir sua relação com a vida dentro e fora da escola, mobilizar sua vontade individual no sentido de destruir esta imagem de pedinte desamparado e inventar outras formas de agir, mas agir, para mim, é viver uma outra individualidade, longe da culpa e da pretensão a redentor dos desvalidos. Afirmar a soberania sobre sua vida profissional, com suas tragédias e alegrias, é o que poderá fazer de qualquer educador, alguém capaz de ensinar à juventude a lição mais importante da vida da escola, que a dignidade não se pede. Tanto quanto a liberdade individual é ela uma conquista que se consegue com risco pessoal, coragem da franqueza e sem lamento”.

Edmilson de Castro

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ksenya Simonova

A animação com areia é uma arte performativa espectacular que a jovem ucraniana Kseniya Simonova domina por completo. Com uma prova onde retrata os horrores da Segunda Guerra Mundial no seu país, foi a vencedora de um concurso onde desfilaram numerosos talentos realizado este ano pela televisão da Ucrânia. Renda-se à mestria de Simonova.

terça-feira, 10 de maio de 2011

e.e. cummings

Para minha mãe Teresinha


A raiz da raiz e o botão do botão
(e.e. cummings)

eu levo seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) nunca estou sem ele (onde quer
que eu vá, você vai, querida, e o que quer que seja feito
apenas por mim você o faz, meu bem)

não temo

o destino (pois você é meu destino, meu doce) não quero
mundo algum (pois, linda, você é meu mundo, minha verdade)
você é o que quer que seja que sempre significou a lua
e qualquer coisa que o sol sempre cantará é você

aqui está o mais fundo segredo que ninguém conhece
(aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma pode esperar ou a mente pode esconder)
esse é o encanto que mantém separadas as estrelas

eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ben Heine

Ben Heine depois de escrever uma carta,reparou na transparência do papel e decidiu criar uma série de imagens que colocassem em justaposição fotografias e desenhos. O resultado é a estranha harmonia de cenários fotográficos e desenhos com elementos surreais.Esse jovem artista encontrou um caminho totalmente diferente daquele a que estamos habituados para alterar a realidade da fotografia: de forma inovadora, ele altera as imagens com simples desenhos feitos a lápis em folhas brancas. Apreciem...



De forma quase artesanal, Heine muda e complementa as suas fotografias com a grafite dos lápis, criando uma nova realidade, imaginada por si. O trabalho Pencil vs Camera é, por isso, o resultado da junção das suas duas paixões: a fotografia e o desenho. Com 27 anos, estudou jornalismo, e aí descobriu a importância da escrita e do lápis, mas também o impacto de uma fotografia. Depois de dez anos a tirar fotografias e a desenhar, Pencil Vs Camera pareceu-lhe o próximo passo na sua carreira artística.



terça-feira, 19 de abril de 2011

Punctum e Studium by Roland Barthes

Punctum e Studium são conceitos elaborados por Roland Barthes no livro “A câmara clara”, 1980, um clássico da teoria fotográfica. O punctum forma, juntamente com o studium, a dualidade que norteia o interesse pela foto.Seria em outras palavras: o objetivo(studium) e o subjetivo(punctum) da foto.
Para Barthes, o studium é um interesse guiado pela consciência, pela ordem natural que engloba características ligadas ao contexto cultural e técnico da imagem; já o punctum tem caráter subjetivo, é um interesse que se impõe a quem olha a foto, diz respeito a detalhes que tocam emocionalmente o espectador e variam de pessoa para pessoa, é o que instiga na foto, o que fere o apreciador.
O punctum interessa justamente porque é a própria subjetividade do leitor: ele é pessoal e intransferível, cada um enxergará o seu. E porque realmente atinge, ele faz a foto viver no interior de quem a observa. Confere ao spectator (observador) uma voz, a oportunidade de colocar sua opinião, “(…) é aquilo que eu acrescento à foto e que, no entanto, já está lá” (Barthes:1980:32).Segue abaixo duas fotos que representam muito claramente o "momento decisivo" que Henry Cartier-Bresson captava em suas imagens e com diversas sugestões de punctum, apreciem:

sábado, 16 de abril de 2011

Ivan Lovatt - O artista das telas


O artista australiano Ivan Lovatt experimentou as mais diversas mídias para trabalhar sua criatividade, mas foi na escultura que encontrou sua preferência; nas telas de arame, seu material; e, na vida selvagem, sua inspiração inicial.

Michael Jackson e Bob Marley

Basquiat


Einsten

Mais informações: http://www.ivanlovatt.com.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Arte Ambiental

Arte Ambiental

Richard Serra, "Vortex" 2002

A arte ambiente ou ambiental não faz referência a um movimento artístico particular mas sinaliza uma tendência da arte contemporânea que se volta mais decididamente para o espaço - incorporando-o à obra e/ou transformando-o, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas.

Diante da expansão da obra no espaço, o espectador é convocado a se colocar dentro dela, experimentando-a; não mais observador distanciado, mas parte integrante do trabalho. A noção de arte ambiente entra no vocabulário da crítica de arte nos anos 70 com sentido amplo, designando obras e movimentos variados. A elasticidade do termo gera ambigüidades incontornáveis.